"A humanidade desde o início dos tempos, pelo menos daqueles dos quais temos registro, preocupou-se com o fim da existência. Perguntamo-nos: De onde viemos e para onde vamos? Será a morte o fim da existência, ou somente uma transição final do corpo físico, libertação da alma? Haverá outras vidas? Será a alma imortal? O espírito mantém-se tal como o conhecemos? Será a nossa existência um caminhar para a evolução de casa ser? Chegaremos à perfeição divina? Quanto tempo viveremos e como será nossa vida? Temos controle e poder sobre o nosso existir? Temos o direito de saber sobre a nossa morte, como e quando será? Podemos nos preparar para este momento? A sociedade e a cultura molda-nos. Estamos rodeados por um tecido cultural que determina, até certo ponto, como viveremos e como morreremos. Qual é o grau da liberdade de ação dentro deste tecido ou rede de valores significados e representações? E as perguntas continuam: por que pessoas jovens e saudáveis morrem rapidamente e pessos idosas nõ conseguem? Por que pessoas adormecem morrem no silêncio do sono, e outras lutam e se debatem até o último momento, com dor e sofrimento atroz? Por que pessoas se escondem da morte, não querem nem ouvir falar sobre o assunto? E por que outras riem, fazem piada sobre temas escatológicos? Por que tantos filmes sobre a morte, nos títulos ou na sua temática? Por que a morte exerce tanto fascínio sobre as pessoas, a ponto de seduzí-las? Por que é musa inspiradora de tantos: músicos, poetas, escritores, profissionais de saúde e educação? São tantas as perguntas, que tem assoberbado a humanidade! Respostas foram produzidas pelas religiões, ciências, artes, filosofias; entretanto, nenhuma delas é completa e universal. Cada vez mais respostas surgem, mas sempre incompletas, o que não impede que para uma pessoa, em dado tempo, uma delas seja significativa para sua situação de vida, oferecendo, mesmo que povisóriamente, um sentimento de totalidade".
Fonte: KOVÁCS,2003.
Nenhum comentário:
Postar um comentário